Um dos erros mais comuns ao criar um produto digital é construí-lo a partir da lógica de quem o desenvolve.

Ana Cecília
Co-Founder

A equipe conhece o produto por dentro. Sabe por que cada funcionalidade existe, como as informações estão organizadas, quais caminhos podem ser percorridos e qual era a intenção por trás de cada decisão.
O usuário não.
E essa diferença completamente a forma como uma interface deve ser pensada.
O usuário não sabe o que você sabe
Quando estamos envolvidos na criação de um produto, é fácil esquecer que aquilo que parece óbvio para nós pode não ser para quem está chegando pela primeira vez.
O usuário não conhece a estrutura interna do sistema.
Não conhece as decisões que levaram àquele fluxo.
Não sabe onde determinada informação deveria estar.
E, principalmente, não enxerga todo o potencial que nós enxergamos no produto.
Por isso, uma interface não pode depender do usuário pensar como a equipe que a criou.
Ela precisa ser compreendida por quem a utiliza.
Quando a lógica interna vira fricção
Imagine uma empresa que organiza suas funcionalidades de acordo com a maneira como seus departamentos trabalham.
Internamente, a estrutura faz todo sentido.
Mas o usuário não pensa em departamentos. Ele pensa no que precisa fazer.
É nesse ponto que uma interface pode começar a gerar fricção.
O problema não está necessariamente na quantidade de funcionalidades ou na complexidade do produto. Muitas vezes, está na distância entre a lógica do sistema e a lógica de quem precisa utilizá-lo.
Quando essa distância aumenta, o usuário precisa parar para interpretar.
Onde devo clicar?
O que essa opção significa?
Qual é o próximo passo?
Por que isso está aqui?
Cada uma dessas dúvidas adiciona esforço à experiência.
A experiência começa pela compreensão
Para projetar uma boa experiência é necessário investigar como as pessoas compreendem aquele produto, quais são suas expectativas, quais informações precisam encontrar e quais decisões precisam tomar ao longo do caminho.
É por isso que a experiência de um cliente, vai além do visual da tela, ela compreende:
Pesquisa
Arquitetura da informação
Jornada
Usabilidade
Design de interface
Cada uma delas contribui para aproximar a lógica do produto da forma como as pessoas realmente pensam, buscam informações e tomam decisões.
A interface precisa ajudar o usuário a entender, decidir e agir, sem exigir que ele aprenda primeiro a lógica de quem criou o produto.
O produto consegue se explicar sozinho?
Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes durante a construção de um produto digital: O usuário sabe o que fazer na sua interface?
Não porque alguém explicou.
Não porque recebeu um treinamento.
Não porque já conhece o sistema.
Mas porque a própria experiência deixa claro o que está acontecendo, quais são as possibilidades e qual é o próximo passo.
Quando isso acontece, o design passa a fazer parte da própria forma como o produto funciona e se comunica.
No fim, uma boa interface não pede que o usuário pense como você.
Ela encontra uma forma de fazer sentido para ele.
O que as pessoas entendem quando encontram sua marca?
Transformamos o que torna sua marca única em experiências digitais que comunicam valor e criam novas oportunidades.

Jonas Milan
Founder